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Covid-19: como retomar ao quotidiano

A Covid-19 é uma doença infecciosa causada pelo novo coronavírus: SARS-CoV2. Os seus principais meios de transmissão são gotículas, contacto próximo com indivíduos infectados e exposição a aerossóis especialmente se esta ocorrer num espaço fechado. A sua transmissão e as implicações a nível de saúde e socioeconómicas que a Covid-19 pode gerar, levaram a organização mundial de saúde (OMS) a decretar estado de pandemia a 11 de Março.

O novo coronavírus teve os primeiros casos em Portugal no início de Março, passados 3 meses já sabemos mais sobre este vírus, no entanto, estamos agora a começar a conhecer nas nossas famílias e comunidade, as sequelas que a Covid-19 gerar.

Cerca de 80% dos doentes têm uma manifestação ligeira a moderada, sendo a manifestação severa da doença mais rara. No entanto, a pneumonia intersticial bilateral tipicamente provocada pelo SARS-Cov2 pode deixar sequelas que perduram mesmo depois do doente testar negativo. Indivíduos vítima de insuficiência respiratória grave que tiveram necessidade de internamento em unidades de cuidados intensivos, com recurso a ventilação invasiva e até oxigenação por membrana extra-corporal (ECMO), tendem a adquirir a miopatia do doente crítico. A severidade deste síndrome adquirido em cuidados intensivos depende também do número de dias de internamento e da dificuldade no desmame ventilatório.

A miopatia do doente crítico é caracterizada por fraqueza muscular, agravamento funcional e intolerância ao esforço. Esta nova condição em que o doente se encontra traduz-se em: perda de autonomia, fadiga/falta de ar geradas por tarefas simples, frustração e dificuldade em aceitar a imagem do seu corpo que mudou drasticamente. Embora o utente possa ter critérios para ter alta hospitalar, pode não estar apto a retomar às exigências da sua vida profissional, familiar e social, pelo descondicionamento físico que vivencia.

A Fisioterapia Cardiorespiratória pode ser uma mais-valia no acompanhamento do utente após a alta hospitalar, de modo a orientar e intervir com um plano de cuidados que ajudará o utente a retomar a sua funcionalidade prévia. Perante uma avaliação cuidada, o Fisioterapeuta pode ajudar a melhorar a função respiratória, optimizar a tosse e higiene brônquica, reduzir a fadiga /falta de ar, aumentar a tolerância ao esforço e readquirir a capacidade funcional. Contacte-nos para esclarecimento de dúvidas ou para obter mais informações.

         

                                                                                                    Liliana Santos, Fisioterapeuta

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