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Ginasticar antes de falar

Com maior frequência do que seria desejável, as alterações de articulação, só se tornam problemáticas, quando a criança inicia o 1.º ciclo de escolaridade mas, é exatamente nesta fase, que elas não devem ser uma questão. Para que isso aconteça, mesmo antes de nos preocuparmos com a fala, devemos preocupar-nos com o desenvolvimento oral.

Os músculos das bochechas, dos lábios, a língua, o palato mole, e os movimentos que estas estruturas são capazes de executar, são a base fundamental para a fala. Assim, é desde os primeiros dias de vida, que a criança se prepara para falar, começando com a amamentação, em que se alimenta através da sucção e posteriormente, com a introdução dos alimentos sólidos, em que a mastigação passa a ser o exercício oral mais importante.

Portanto, o melhor que temos a fazer é prevenir as alterações da fala através de estratégias básicas do dia a dia:


1. Favorecer a respiração nasal - É importante que as vias aéreas sejam mantidas desobstruídas através de uma higiene diária, nomeadamente com a utilização de água do mar. Acabar com hábitos orais de sucção a partir dos 18 meses, como a utilização de chupeta ou de biberão, proporciona o encerramento labial e consequentemente favorece a respiração nasal;


2. Introduzir alimentos novos - Fornecer alimentos de cores diferentes, sabores, texturas e aromas variados, favorece a mastigação (pois não mastigamos da mesma forma um iogurte e uma maçã crua), e estimula a sensibilidade;


3. Exercitar a brincar:   

  • Encher balões;

  • Fazer bolas de sabão;

  • Soprar “línguas de sogra”;

  • Beber pela palhinha;

  • Fazer caretas;

  • Dar estalinhos com a língua;

  • Lamber o “bigode com a língua”;

  • Mastigar pastilha elástica sem açúcar.


A estimulação deve ser atenta! As recomendações são sempre feitas de forma geral, no entanto, é importante, ter em conta patologias já existentes e se a criança apresentar hábitos persistentes, ou movimentos repetitivos que intriguem os pais, estes devem consultar um especialista.


Liliana Costa, Terapeuta da Fala

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