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Plantas Aromáticas Vs Sal

O consumo excessivo de sal tem sido verificado nos últimos anos, em Portugal. Por isso, é considerado um importante fator para o aumento da pressão arterial da população e, consequentemente, para o aumento do risco de doenças cardiovasculares (DCV). Sendo que as DCV são um dos principais grupos de doenças crónicas não transmissíveis que mais contribui para a mortalidade.

As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para uma ingestão diária de 5 g de sal. Contudo, a população portuguesa consome cerca de 7,3 g de sal, por dia, conforme os dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF) (2017).


Refira-se ainda que o Plano de Ação de 2015-2020 da OMS nesta área sugere a redução do consumo de sal como uma das melhores abordagens na prevenção de doenças crónicas na população europeia. Em Portugal, a Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) apresenta um conjunto de propostas de intervenção na área alimentar, nomeadamente ao nível da redução da oferta de alimentos fornecedores de sal, açúcar e ácidos gordos trans.


As plantas aromáticas constituem uma das principais estratégias para a redução de sal na alimentação diária. Na verdade, a sua adição confere uma multiplicidade de sabores e aromas que permitem mascarar a ausência de sal nas preparações culinárias.

As plantas aromáticas, desde tempos remotos, são amplamente reconhecidas pelas características organoléticas que atribuem aos pratos, desenvolvendo o sabor dos alimentos. Assim como, pelas suas propriedades medicinais e aromáticas.

De entre os vários locais do mundo, a região Mediterrânica destaca-se por ser um local onde se podem encontrar as mais diferentes e distintas plantas aromáticas, como por exemplo, o alecrim, os orégãos, os coentros, a sálvia, a hortelã e o tomilho.


As plantas aromáticas também são fornecedoras de substâncias bioativas, como os fitoquímicos, os quais desempenham funções fisiológicas importantes.

Para que as propriedades fitoquímicas e nutricionais se mantenham o menos alteradas possível é aconselhado utilizar as plantas aromáticas no estado fresco e, neste caso, adicioná-las no final da preparação para reduzir o impacto da ação do calor sobre as vitaminas e os fitoquímicos.


Note-se que a quantidade consumida de plantas aromáticas é reduzida. Deste modo, os seus benefícios para a saúde, bem como o aporte nutricional poderá ser pouco significativo. Contudo, a recomendação para um consumo diário justifica-se pela sua utilidade na diminuição do sal das preparações culinárias.


Adriana Oliveira, Nutricionista


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