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Preocupado com a saúde mental do seu filho?

Os problemas físicos nas crianças e nos jovens são por norma relativamente fáceis de reconhecer. O mesmo infelizmente não acontece com os problemas de foro emocional.

Na maioria das vezes pais e cuidadores percebem que algo não está bem, mas sentem-se confusos e inseguros sobre as possíveis medidas a tomar e outros tendem a desvalorizar mesmo sinais e sintomas que os inquietam e angustiam.

É importante que os pais estejam sensibilizados e alerta para estas questões, de modo a despistarem e intervirem precocemente, evitando problemas maiores na idade adulta.

Existem alguns sinais que podem indicar um problema que requer atenção especializada e aos quais os pais devem estar especialmente atentos.


Se a criança e/ou jovem:

  • Se irrita muito facilmente:

  • Se torna agressiva com frequência;

  • Apresenta medos constantes que são limitadores nas suas rotinas;

  • Tem alterações no padrão de sono;

  • Apresenta alterações de apetite;

  • Está quase sempre sozinha e não tem amigos;

  • Se isola e fala muito pouco ou quase nada;

  • Verbaliza não gostar de si própria;

  • Não apresenta interesse por nenhuma atividade;

  • Mostra dificuldades em concentrar-se;

  • Chora frequentemente sem motivo aparente;

  • Expressa sentimentos de culpa;

  • Apresenta dificuldade em respirar, tremores e taquicardia;

  • Baixa o seu rendimento escolar, sem motivo aparente.

Na origem das perturbações psicológicas em crianças e adolescentes podem estar causas biológicas (a condicionante genética pode influenciar a fisiologia e o funcionamento do cérebro e, consequentemente, levar a alterações comportamentais e relacionais), ambientais (o papel dos pais, educadores, grupos de pares e até do meio envolvente é fundamental para a construção da personalidade da criança) e emocionais (a forma como uma criança ou um adolescente interpreta e gere as emoções decorrentes de um determinado evento de vida pode ser limitada e ineficaz).


Os pais e educadores têm um papel de extrema importância na deteção precoce destes comportamentos e no encaminhamento para profissionais de saúde.


A avaliação e acompanhamento psicológico da criança bem como o aconselhamento parental, podem ser uma excelente ajuda e facilitar a tarefa a toda a família.

Durante o acompanhamento psicológico e / ou a psicoterapia, a criança pode aprender sobre a sua condição, sentimentos, pensamentos e comportamentos e aprender igualmente a responder perante situações desafiadoras com estratégias saudáveis.


Vera Carnapete, Psicóloga

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